sábado, 26 de setembro de 2009

O feitiço contra o feiticeiro.

Você pode estar aonde for, quando for, em qualquer idade, tanto faz, todos nós somos um pouco feiticeiros. Todos nós somos capazes de colocar um feitiço sobre as pessoas que queremos, ou que nem queremos, mas que sabe-se lá por quê, enfeitiçamos. E então, vemos tudo nelas. Vemos nos nossos opostos, as nossas metades. Chamamos de "melhor amiga" uma pessoa que não temos nada em comum. Decidimos apresentá-las as nossas famílias, passar nossos dias com elas, dividir o que pensamos, rir e apoiar a essas pessoas. Que são tão humanas, erradas e chatas como nós. Que acordam com o cabelo bagunçado, sentem frio e precisam escovar os dentes. Pessoas exatamente como as outras, que não precisam ter nada de especial.
Mas nós amamos, intensamente e loucamente. Sem explicação. Enfeiçamos e pronto. Muitas vezes, nem queremos enfeitiçar. Mas nosso lado feiticeiro é maior, mais forte. Tem gente que tem tudo pra ser o grande amor, aquele cara perfeito, que te chama de linda, que sorri quando te olha, que só te olha, que te dá um par de brincos de ouro só porque entrou na joalheria e achou a sua cara. Mas falta o feitiço, o encanto. O enfeitiçado foi um idiota. Um completo idiota. Aquele que escreve "tú é muito gostoza, gatah", aquele que se acha o último homem do mundo. Um completo idiota, que tem as pernas mais lindas do mundo. Um completo idiota que te faz esquecer de tudo, que te faz sorrir quando o olha, que só faz olhar pra ele. O idiota mais idiota, mais galinha, mais sem noção. Mas o feitiço é completamente irresistível. E o idiota se torna apaixonante, apaixonável. O idiota se torna a sua paixão.
O feitiço sempre se volta contra o feiticeiro. Ninguém consegue enfeitiçar de primeira o cara ideal. Na verdade, a gente nunca consegue escolher quem vai enfeitiçar. Só de repente, nós somos enfeitiçadas pelo nosso próprio feitiço, e, sabe-se lá por quê, sentimos um efeito incrível. Nos tornamos bobas, rimos quando falamos com ele, vamos pro céu quando beijamos um completo idiota. Mas é esse idiota que faz o efeito em você. O efeito do seu próprio feitiço. O feitiço sempre é contra o feiticeiro.

sábado, 25 de julho de 2009

Do que eu sinto.

Eu estou com saudades. Não de uma coisa ou uma pessoa, mas de tudo. Saudades de risadas e de brincadeiras tão íntimas e bobas que poderiam ser consideradas criancices. Saudades de algo que eu nunca pude ver ou tocar. Saudades de mesas de 4 bancos com 15 pessoas sentadas. Saudades de sempre caber mais um. Saudades de me sentir feliz às 6 da manhã. Saudades de dizer que estava triste e não estar. Saudades de um menino na porta. Saudades de outro que nem sabia desenhar um coração. Saudades de dizer "eu te odeio" sendo completamente apaixonada por aquela pessoa. Saudades de rir só por estar virada pra trás.
Eu sinto a falta de vocês, eu sinto muito por ter deixado isso ir embora. Eu sinto falta do que eu não posso trazer de volta. Eu sinto falta da ilusão de que ia ser pra sempre. Eu sinto falta de querer estar em sala. Eu sinto falta de uma turma. Eu sinto falta do melhor ano que eu já vivi. Eu sinto falta até das brigas. Eu sinto falta das vozes, dos sorrisos, das risadas. Eu sinto falta dos meus melhores amigos.
E eu sinto muito por agora a mesa estar completa, mas vazia. Com 4 pessoas, nas 4 cadeiras. Eu sinto muito por estar triste de verdade agora. Eu sinto muito por não conseguir, nem por um segundo, odiar nada daquilo. Eu sinto muito por ter deixado ir. Eu sinto muito por ter perdido e eu sinto muito por não poder resgatar. Eu sinto muito por ter amado e não ter dito.
Então, agora vai: muito obrigada! Com todo, do fundo, com a maior imensidão do meu coração. Obrigada por terem feito da minha vida um show. Obrigada por terem me aturado, eu sei que eu não sou fácil. Obrigada por terem me apoiado, me ajudado, me feito chorar, me feito rir, me feito sentir. Obrigada por não me deixarem dizer: "eu não vivi", porque POR VOCÊS E COM VOCÊS, eu vivi as coisas mais maravilhosas que eu poderia ter vivido. Obrigada por tudo! Desde as caras feias das 6 da manhã até as comemorações.
Agora eu sei que quando a gente ama de verdade, a gente não diz. Mas, quando a gente perde, a falta do não dito é maior do que tudo. Então, aí vai o que eu precisava ter dito pra cada um de vocês, por absolutamente todos os 365 dias de 2008: EU TE AMO MUITO!
Eu amo vocês. O pra sempre não existe, mas eu daria tudo pra que fosse isso, exatamente como foi, pra sempre. E o que me resta, são os momentos, e esses sim, vão ficar na minha memória, não pra sempre, mas enquanto eu estiver por aqui, viva e respirando, eu vou sempre me lembrar de vocês.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Erros de merda.

Então, essa foi a sua melhor demonstração?! Então, depois de tudo, você ainda esperava que o seu amigo voltasse com o meu perdão por telefone? Ou que, o fato de você "estar acostumado com pessoas assim" iria justificar? Me desculpe, mas eu deixei bem claro que comigo seria diferente. Eu poderia ser muito melhor do que elas, eu poderia ser muito pior também. Mas, desde o começo, melhor ou pior, a condição era ser diferente. Eu não estive e nem vou estar disposta a ser mais uma. Eu sei o tipo de mulher que aceita pegar homem comprometido, que diz "eu não tenho ciúme não" quando sabe que o cara tem outra. E eu sei o tipo de mulher que aceita as sobras, o resto. E eu sei também o tipo de homem que pega mulher assim e depois diz que se arrependeu.
Foda-se o seu arrependimento e todo esse seu falso moralismo de "se eu pudesse voltar no tempo". A merda tá feita, e o tempo não volta. Isso não é novidade pra ninguém. Ninguém te iludiu que o tempo voltaria. Quando você tava se agarrando lá com a sua puta, você não pensou em todo o arrependimento, mágoa e sofrimento que isso poderia trazer pra ninguém. Então, não me venha com as suas palavras de merda, porque elas já não valem porra nenhuma pra mim. E não me venha com ataques passados, o que eu faço da minha vida é problema meu, e você não tem nada a ver com isso. O jeito como você fala me dá náuseas e essa sua forma de garanhão babaca nunca me enganou, e foi por acreditar que haveria alguma coisa boa por baixo disso, que eu tentei. Mas agora, eu sei o que tem por baixo dessa sua máscara nojenta, uma alma vazia e sozinha, uma pessoa tão pequena e insegura que precisa se auto afirmar em putas, amigos babacas e dinheiro. Você não passa de um merda que ainda tá tentando convencer a sabe-se lá quem de que você presta, e, a garota que acreditar nisso vai se fuder bonito. Então, as pessoas dizem "está tudo bem, você não teve culpa", como se você já não tivesse um cerébro pra saber que isso é errado. E aí, você vem com desculpas que nem TE convencem. Você nunca assume. E você se fode, e acaba sozinho e fudido num canto, achando que tá tudo certo com você, que o problema é dos outros. E comete os mesmos erros de merda repetidas vezes, e isso cansa.

sábado, 20 de junho de 2009

Broken (quebrada)

Tudo parou. A caixa de som, tocando alguma música sem conteúdo, no volume máximo, não me fazia ouvir nenhum barulho. As risadas a minha volta, sumiram. O salão lotado se esvaziou, como se me desse aquela cena de presente. Longos segundos, vendo. Menos de 10, eu diria. Quem se importa? Duraram sete meses de ilusões falsas e ridículas. Sete meses de ilusões que sumiram em 10 segundos (ou menos) e que mostraram o que não se queria ver, eram apenas ilusões.
Eu não senti amor, nem ódio. Nem felicidade, nem tristeza. Nem raiva, nem tranquilidade. Foi como se, pela primeira vez, eu estivesse vazia. Sem sentimentos, vontades, nada. Com algumas lágrimas nos olhos, já presas há um bom tempo, que escolheram aquele momento fraqueza para saírem. Alguma parte ainda viva de mim, não as deixou escapar. Talvez tenha sido um erro, elas ainda estão aqui. Nada em mente, nada em nada. Lugar nenhum, coisa nenhuma. A palavra vazio ocupou minhas ideias. Que ideias? Eu já não tinha nenhuma. Aqueles 10 segundos acabaram com qualquer suposto pensamento, com qualquer sorriso falso. Aqueles 10 segundos revelaram a parte congelada e escondida.
De que adiantavam aquelas pessoas? Eu já tenho os meus sorrisos falsos, não preciso de outros. Eu já tinha aquela cena, eu não preciso de explicações. De suposições, ilusões. Por favor, eu acabei de quebrar 7 meses de ilusões, não ponham outras em minha cabeça, eu não aguento mais. Eu cansei. Solidão cansa. Sorrisos falsos que acabam, atitudes que nunca duram, pensamentos que nunca existiram. Eu já tinha aquilo, não precisava de mais. E fora aquilo, eu tinha tudo. Tinha uma família que me ama, amigos que me fazem feliz, melhores amigos que me aturam, com todos os meus defeitos e imperfeições, eu já tinha um laptop e uma tv de plasma. E eu ainda tenho tudo isso, mas, e o que me falta? E o meu sorriso verdadeiro, que só aparece quando eu sinto que você me ama? E aquelas lágrimas que estão presas há mais de 7 meses? E o sentimento mais forte, a maior vontade de gritar, as três palavras mais insensatas e mais verdadeiras que poderiam sair de mim?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E o tempo passou...

No fundo do meu olho, ainda sobrou uma lágrima. No canto da minha memória, ainda sobrou um pedaço daquela frase solta. Algumas mágoas tão fortes e tão densas que ficaram cravadas, presas, dentro de mim. Confiança. Usar um sentimento tão limpo para magoar alguém foi o golpe mais sujo. E confiança demora, e talvez por isso, até hoje você me cause medo. Eu tenho medo de você, medo de chegar perto e me perder de novo. Eu tenho medo de ser levada pelo sentimento de novo. Eu confiei em você e eu te dei todo o meu amor. Mas não foi o suficiente. E agora, pouco mais de 6 meses depois, não dá pra fingir que tudo voltou ao normal. Não dá pra voltar a falar sobre o jogo de domingo, não dá pra rir de novo. Com toda a sinceridade, o tempo passou, mas não levou as mágoas. Amenizou, diminuiu, acalmou. O tempo deixou as mágoas mais leves, fracas. Mas elas continuam aqui, e por mais leves que estejam, elas continuam muito densas. O tempo passou, e levou o meu melhor sorriso embora. Me cansou de tomar as mesmas atitudes de sempre, de ser sempre tão ridiculamente feliz no meio da tristeza. Me cansou de ser tão falsa e tão previsível, tão boa e tão fofa que nada parecia afetar. Me desculpe, mas eu não acredito que o nosso amor acabou de um dia pro outro. Me desculpe mais ainda, mas eu não acredito que você foi sincero comigo. E, pra ser honesta, eu esperava mais de você. Eu queria que você, pelo menos, me olhasse nos olhos quando fosse tomar uma atitude tão pequena, em vez de se esconder atrás de uma ligação de 45 segundos. Eu esperava que você fosse ser um pouco homem comigo. Mas, pelo que parece, você ainda é o mesmo moleque de sempre. E, sendo mais honesta do que eu deveria, o sentimento que eu tive por você foi tão forte, que o tempo passou e não conseguiu levar. Quando eu disse que você poderia confiar em mim, eu estava sendo muito sincera. Exatamente por isso, eu não crio intrigas na sua vida, mas, acho que você não sabe aonde cabe a confiança. E me desculpa, mas agora, eu já não sou como era antes. E nada é. Desculpe, mas agora, eu não vou fingir que você é meu melhor amigo ou minha melhor lembrança. Porque você deixou mágoas que o tempo não levou.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Outro tipo.

Minhas amigas me diziam que você era engraçado, me contavam as suas melhores piadas, e eu ria. Eu realmente cheguei a pensar que você era legal, divertido, que me faria rir. Mas, no momento que eu entrei em contato com você, que eu sentei naquela cadeira e ouvi a sua voz, eu tive a certeza absoluta de que você era um babaca. No começo, você era um incomodo. Um idiota qualquer que me irritava com meia duzia de babaquice por hora. E você foi aumentando, cada vez mais, suas babaquices foram se tornando enormes, insuportáveis. Mas não me atingiam diretamente, eu te ignorei, enquanto foi possivel.
Até que chegou uma quinta-feira que não deu pra ignorar, aquela frase, que pra você pareceu me humilhar, me fez sentir melhor. "Desse tipo de gente, a gente só tem que rir." Ah, entendi. O tipo de gente que não faz gracinha pra impressionar amiguinho, que tem opinião própria? O tipo de gente que ri quando acha graça, que diz quando não gostou, que tenta não ser tão idiota quanto você? O tipo de gente que fala o que pensa, que não tenta aparecer a cada 2 segundos e que não pretende fingir ser uma coisa que não é? O tipo de gente que tenta ser legal com os outros, que se esforça pra conseguir ser motivo de orgulho, mas que em nenhum momento extrapola o próprio limite? O tipo de gente que respeita os outros, que luta pelo que quer sem passar por cima de ninguém pra isso? O tipo de gente que não vai ficar fazendo palhaçadas escrotas, que não vai xingar os outros pra agradar a mais 3 ou 4 idiotas? Ah, claro! É, talvez eu seja mesmo outro tipo de gente. E talvez, você seja um tipo de gente que consegue fazer os outros do seu tipo, rirem. Mas, talvez você não seja tão incrível quanto quer ser. É, você não convence a todo mundo, você realmente não convence. Você se torna ridiculo. Você conseguiu despertar ódio, sem motivo. Eu te conheço a 3 meses, e advinha? Eu odeio você! Você é a única pessoa no mundo que eu consigo odiar. Você me faz sentir nojo. Cinco ou seis horas por dia com você são, simplesmente, insuportáveis. Não, querido, você não é tão engraçado quanto você pensa. Você não é tão legal e divertido. Você é imbecil. Você é um babaca. Você é escroto.
Você devia entender que você só agrada o seu próprio público.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Amores reais.

Talvez algum dia nós paremos com essa maldita insistência no que é errado. Hoje, um amigo me perguntou como nós, mulheres, pensamos. E a única certeza que eu pude dizer foi que todas nós, sem tirar ou pôr, insistimos. Em casos mal resolvidos, em mudanças que nunca vão acontecer, em amores falsos e sorrisos mentirosos. Uma palavra pode acabar conosco, mas um olhar reata nossa esperança interminável e incansável do errado. Alguém que fala de mulheres como objetos, que nos generaliza por diminutivos ridículos, como "mulézinhas", não pode ser confiável. Me desculpe, mas não pode. E mais uma coisa, querida, desista daquele idiota que te trocou pela loira-de-farmacia-siliconada-sorridente, não tente ver um sentimento inexistente no olhar que ele te dá. E se, algum dia, ele quiser voltar pra você, foi simplesmente porque ele não encontrou amor em chapinhas e sutiãs de enchimento, mas pode ter certeza, a próxima mulher com chapinha, sutiã de enchimento e uma bunda grande que ele encontrar, será a nova amante, e você será novamente trocada.
Então, simplesmente, desista! Não, alguém que não tem atitudes confiáveis não pode ser confiável, não existe uma pessoa irrevogavelmente apaixonada por você embaixo daquele olhar falso. Desista de sentimentos que vão embora na primeira festa que você não puder ir, desista de corações partidos por ter sido largada na sexta de tarde, desista de alguém que vai te beijar ao mesmo tempo que tenta se lembrar da última amiga solteira-e-carente que o colega pode pegar. Não, ele realmente não vale a pena. Desista de amores que só dão certo no final, porque na vida real, o 'happy end' do último capítulo não é suficiente. Desista de olhares de homem e ações de criança. Desista da história de que amor só é gostoso se der tudo errado, se tiver choro, sofrimento e arrependimentos. Quem te ama, te protege. Claro, todos estamos sujeitos a erros, mas quem te ama, não vai errar e te deixar 6 meses esperando um pedido de desculpas.
E por isso, não se apaixone pelo amor mais difícil, pelo mais sofrido, mais complicado. Não ame aquele carinha que tá com você esperando a próxima. Desista dos amores impossíveis, eles não vão dar certo.